Mais interessado em criar um mundo credível do que em proporcionar ação constante, "Vesper" aposta numa ficção científica íntima, feita de biohacking, sobrevivência e dilemas morais. Com poucos cenários e um elevado rigor estético, Kristina Buozyte e Bruno Samper criam um universo orgânico e inquietante, onde a inteligência e a compaixão são atos de resistência. Um exercício de worldbuilding notável, sensível e profundamente humano.