"Depois do Silêncio" transforma o luto num espaço assombrado. Guilherme Daniel recorre à sugestão, à ausência e ao som rarefeito para explorar uma dor que permanece. Uma mulher isolada, perseguida por algo que pode ser real ou reflexo da culpa. Com uma estética próxima do terror japonês, o filme fala baixinho - e assusta mais por isso. Um retrato íntimo, sombrio e melancólico sobre ausências que nunca deixam de pesar.