"Freelancer", de Francisco Lacerda e Francisco Afonso Lopes, é uma sátira sangrenta e inesperadamente afiada. Um videógrafo freelancer, desesperado, aceita um trabalho aparentemente banal... até perceber que o "cliente" tem intenções muito além do aceitável. Com um ritmo acelerado, diálogos certeiros e muito sangue, a curta constrói um comentário mordaz sobre exploração, limites éticos e a vontade desesperada de agradar num mercado onde tudo - até a dignidade - está à venda. A violência serve de metáfora (e de catarse), e o riso vem quase sempre acompanhado de desconforto.