Em "A Boneca", Gonçalo Morais Leitão leva-nos a uma casa onde o passado pulsa sob a superfície. Diana, a jovem protagonista, vive entre memórias que não se limitam a recordar: distorcem, ganham forma e som, criando um ambiente pesadelesco. A curta evita sustos fáceis e aposta na inquietação subtil, onde o terror emerge do quotidiano. Com poucos recursos e uma estética apurada, o realizador constrói uma experiência imersiva e sensorial que não procura explicações, mas provocações. Durante doze minutos, não vai conseguir desviar o olhar do ecrã.