Em "Maldição do Passado", o luto assume uma forma terrivelmente concreta, quando um rapaz e a madrasta tentam reconstruir a sua vida após uma morte repentina, mas são visitados por algo que parece conhecer muito bem o rosto do homem que perderam. Benjamin Barfoot explora a fragilidade desta relação através de um terror psicológico paciente, permitindo que o medo surja tanto da criatura como da possibilidade de esta representar algo impossível de aceitar. A extraordinária aparência visual da entidade é suficiente para criar algumas imagens difíceis de esquecer, mas é a dor das personagens que lhes confere verdadeiro peso. Sombrio, elegante e emocionalmente perturbador, transforma uma história de perda numa inquietante questão: até que ponto confiaríamos numa presença que nos devolvesse a voz de alguém a quem amávamos?