Em "O Enviado do Mal", a maternidade é retratada como um campo de batalha entre o racional e o sobrenatural. Após dar à luz gémeos, Mary perde um dos bebés durante o parto. O que se segue é uma espiral de luto, paranoia e perturbação mental - ou será que algo mais sinistro a está a assombrar? Brandon Christensen constrói um ambiente denso, em que a dúvida se instala tanto nos personagens como no espectador. Os sustos são eficazes, mas é o peso emocional e a ambiguidade da narrativa que tornam o filme verdadeiramente perturbador. Christina Klebe oferece uma performance convincente e dolorosamente crua como a protagonista em queda livre. "O Enviado do Mal" não reinventa o horror pós-parto, mas oferece um mergulho honesto no trauma da perda, com uma tensão crescente que nos mantém presos até ao último segundo.