Este remake de um clássico norueguês de 1958 aposta numa atmosfera de terror psicológico em vez de sustos fáceis. Um grupo de amigos regressa a uma cabana remota junto a um lago assombrado por lendas antigas. A realizadora Nini Bull Robsahm privilegia a inquietação silenciosa: sombras que se movem, sonhos vívidos e uma protagonista atormentada pela perda do irmão gémeo. O ritmo é lento, quase contemplativo, o que pode afastar alguns espectadores, mas recompensa quem se deixa absorver pela ambiguidade e pela sugestão. Visualmente cuidado, "O Lago da Morte" explora bem os elementos naturais - a água, a floresta, a escuridão - como metáforas do subconsciente e da culpa. Um terror mais próximo da melancolia do que do pânico.