O Natal nunca foi tão desconfortável. Em "O Parasita", um padre solitário decide acolher um sem-abrigo e, depois, a namorada deste, iniciando-se, assim, uma espiral de caos. O que aparenta ser um gesto de caridade transforma-se num estudo sobre limites, fé e insanidade. Eric Pennycoff oferece uma comédia negra com elementos de body horror e psicose religiosa. O filme é claustrofóbico e perversamente divertido, com atuações que oscilam entre o absurdo e o desconcertante, especialmente a de Graham Skipper, que brilha no papel do padre à beira de um colapso nervoso. "O Parasita" mistura crítica social com violência psicológica e um sentido de humor profundamente retorcido. Uma história natalícia para quem prefere o Krampus ao Pai Natal.