Ted Geoghegan transforma uma sessão espírita aparentemente banal numa peça de câmara claustrofóbica, onde os fantasmas mais inquietantes nem sempre são os que vêm do além. Com ressentimentos, traumas de guerra, preconceitos e culpas difíceis de admitir como pano de fundo, "Brooklyn 45" utiliza o terror como forma inteligente de questionar o que acontece quando o inimigo desaparece, mas a violência permanece. Com um elenco excelente e quase inteiramente confinado a uma única divisão, este filme tenso e intimista prova que uma sala pode conter todo um campo de batalha.