Emilio Portes mergulha-nos num terror sombrio e visceral que combina o sobrenatural com a violência brutal do mundo real. Num México assolado por uma série de tragédias inexplicáveis, um agente da polícia (interpretado com intensidade por Joaquín Cosío) vê-se envolvido numa investigação que rapidamente descamba para um inferno literal - onde o mal tem nome e rosto, e os inocentes são as primeiras vítimas. Com ecos de "O Exorcista" e "Seven - 7 Pecados Mortais", mas com identidade própria e um olhar crítico sobre a dor e a fé, "Belzebu" arrisca ao cruzar o horror satânico com o thriller policial, e sai-se surpreendentemente bem. A realização de Portes não poupa nos sustos nem no sangue, mas também oferece espaço para uma narrativa emocional sobre perda, culpa e redenção. Tenso, perturbador e visualmente arrebatador, este é um daqueles filmes onde o mal não se esconde nas sombras - ele olha-nos de frente.