Um assassino solitário vagueia por Nova Iorque, consumido por traumas maternos e impulsos homicidas. Em vez de seguir os moldes típicos do slasher, William Lustig prefere colocar a câmara à sua figura central, criando uma experiência quase íntima e claustrofóbica. A violência é gráfica e perturbadora, com efeitos práticos memoráveis de Tom Savini, mas o que verdadeiramente assusta neste filme é a proximidade com a loucura. Doentio, sujo e visceral, "Maníaco" não pretende entreter, mas sim incomodar. Um clássico maldito do terror dos anos 80, tão desconfortável quanto inesquecível.