Anos depois dos acontecimentos em Burkittsville, um novo grupo de jovens decide explorar a floresta onde a irmã de um deles desapareceu, em busca de respostas - ou talvez de fantasmas. "O Bosque de Blair Witch" é uma sequela direta do fenómeno de 1999, que atualiza o formato found footage com tecnologia moderna, drones e câmaras auriculares, sem nunca perder o foco na tensão crescente e no medo do invisível. A familiaridade com o mito da bruxa torna algumas escolhas previsíveis, mas há momentos em que o filme surpreende, com ambientes cada vez mais labirínticos, distorções temporais e uma sensação sufocante de que não há saída possível. É um regresso à floresta que divide opiniões, mas Adam Wingard consegue capturar, em vários momentos, o terror puro do desconhecido.