Em "Lobos Maus", um polícia à margem da lei, um pai devastado e um suspeito de pedofilia cruzam destinos numa espiral de tortura e paranoia, onde cada escolha representa um dilema ético. A realização de Aharon Keshales e Navot Papushado equilibra uma tensão constante com um humor negro desconcertante, criando um filme tão perturbador quanto perversamente divertido. A violência é crua, mas nunca gratuita, servindo sempre para questionar até onde estamos dispostos a ir em nome da justiça. "Lobos Maus" é uma história moral sem bússola, onde todos têm sangue nas mãos - e ninguém escapa ileso. Quentin Tarantino não se enganou ao considerá-lo o melhor filme do ano.